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É Natal e estou como criança
Entre crianças dentro do meu lar.
Meus queridos e a casa em abastança,
Quê posso mais querer, quê desejar?
Matilde minha ex-babá se esmera
E uma mesa farta nos espera;
Devemos sentar e agradecer
Sermos dignos de ter o que comer.
Mas quanto, eu pergunto, apenas quanto
Merecemos a fartura e o privilégio?
Por quê perdura em mim este espanto?
Então, Patrícia, como um sortilégio
Toca meu rosto refazendo o encanto:
O Natal basta ser amarmos tanto...
25/12/2006
28 de jun. de 2007
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