25 de jun. de 2007

Prelúdio à tarde de uma ninfa (de Alma Welt)

(44)

Muito me estendi na pedra chata,
Nua como Zeus me concebeu
Na borda do meu poço da cascata
A sonhar com algum herói aqueu

Que me possuiria sem coroa
Me doando como um fauno a sua linfa
Por me ver ali largada como ninfa,
Sem véu e sem grinalda, assim à toa.

Nada de castelos, carruagens
De abóbora, sapatinhos de cristal,
Nada dessas pueris bobagens!

Eu me via num bosque ideal
De um remoto tempo arcadiano,
Com Debussy, o Vati... e seu piano.

20/12/2006

2 comentários:

Anônimo disse...

Alma Welt, nova revelação da novíssima poesia brasileira. Escritora de talento, glória da nossa literatura.

Anônimo disse...

Lúcia, parabéns pela iniciativa de mostrar todo o talento da Alma para o mundo. Poesia e prosa da Alma têm que ser conhecidas do grande público leitor do Brasil e do mundo.