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Muito me estendi na pedra chata,
Nua como Zeus me concebeu
Na borda do meu poço da cascata
A sonhar com algum herói aqueu
Que me possuiria sem coroa
Me doando como um fauno a sua linfa
Por me ver ali largada como ninfa,
Sem véu e sem grinalda, assim à toa.
Nada de castelos, carruagens
De abóbora, sapatinhos de cristal,
Nada dessas pueris bobagens!
Eu me via num bosque ideal
De um remoto tempo arcadiano,
Com Debussy, o Vati... e seu piano.
20/12/2006
25 de jun. de 2007
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2 comentários:
Alma Welt, nova revelação da novíssima poesia brasileira. Escritora de talento, glória da nossa literatura.
Lúcia, parabéns pela iniciativa de mostrar todo o talento da Alma para o mundo. Poesia e prosa da Alma têm que ser conhecidas do grande público leitor do Brasil e do mundo.
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